O economista Pedro Cajama considerou positiva a decisão do Executivo de conceder crédito às empresas afectadas por calamidades naturais nas regiões Centro e Sul do país.
A medida foi anunciada pelo ministro da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, durante a visita da Equipa Económica do Governo, e prevê a disponibilização de uma linha de crédito até 300 milhões de kwanzas por empresa.
Segundo Pedro Cajama, a iniciativa revela-se viável por permitir uma resposta célere às dificuldades enfrentadas pelas empresas, contribuindo para a sua recuperação e para a preservação de postos de trabalho. No entanto, o economista alerta para a necessidade elevada transparência, tanto na gestão dos fundos como na selecção das empresas beneficiárias, de modo a garantir que o apoio alcance o maior número possível de afectados.
“Esta medida é claramente boa porque visa dar resposta rápida à situação que se viveu em Benguela. Agora, claro que às pessoas que estão à frete do processo deve-se exigir maior rigor na verificação das informações e transparência nos relatórios apresentados”, considerou.
O prazo para submissão de candidaturas decorre até 30 de Junho de 2026, sendo que as instituições bancárias dispõem de 30 dias para proceder à análise de cada pedido. A linha de crédito apresenta uma taxa de juro anual de 7,5% e um prazo de reembolso de até 36 meses.
Com um montante global de 30 mil milhões de kwanzas, esta linha de crédito bonificada será operacionalizada pelo Banco de Poupança e Crédito (BPC), visando apoiar a recuperação do tecido empresarial afectado pelas intempéries.
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