Os Estados Unidos afirmaram que não vão impedir a participação da seleção do Irão na Copa do Mundo FIFA 2026, mas alertaram que poderão barrar a entrada de pessoas ligadas à Guarda Revolucionária Islâmica.
A posição foi expressa pelo secretário de Estado, Marco Rubio, que garantiu que os jogadores iranianos poderão competir normalmente, mesmo num contexto de tensão política.
“O problema não são os atletas, mas algumas pessoas que possam acompanhá-los e que tenham ligações com a Guarda Revolucionária”, afirmou Rubio, sublinhando que essas restrições dizem respeito a questões de segurança.
Os Estados Unidos classificam a Guarda Revolucionária Islâmica como organização terrorista estrangeira, o que pode limitar a entrada de indivíduos associados ao grupo.
O presidente Donald Trump reforçou que o governo não pretende prejudicar os atletas, numa altura em que a participação do Irão vinha sendo colocada em dúvida devido ao agravamento das tensões com Washington e aliados.
Desde o início do conflito envolvendo os EUA, Israel e o Irão, em fevereiro, surgiram dúvidas sobre a presença da seleção iraniana no torneio, sobretudo porque os jogos da fase de grupos estão previstos para território norte-americano.
A Copa do Mundo FIFA 2026 arranca a 11 de Junho e será organizada pelos Estados Unidos, México e Canadá, num contexto marcado por desafios políticos e de segurança fora das quatro linhas.
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