Angola exportou 93 milhões 77 mil e 472 barris de petróleo bruto em 2025, um decréscimo de 7% comparativamente a 2024.
Os dasos constam do Relatório de Gestão da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), que refere que no topo das ramas comercializadas, destaca-se Dália, Hungo e Paz-Flor, que juntas perfazem 52 milhões 766 mil e 252 barris, 57% do volume exportado.
O relatório dá conta que o desempenho demonstra resiliência das operações nos blocos maduros, que continuam a assegurar a estabilidade do fluxo de exportações da Concessionária Nacional, mesmo diante dos desafios naturais de declínio da produção.
Segundo a análise comparativa do desempenho das exportações por rama entre os anos 2024 e 2025, observa-se uma redução de 54% na rama Gindungo, reflectindo a menor disponibilidade de produção, o que limitou a sua presença no mercado e reduziu a capacidade de captura de diferenciais favoráveis.
“O terminal Girassol registou, igualmente, uma diminuição de 42%, resultante de uma paragem técnica conjugada com o declínio natural da produção, aumentando o risco de inconsistência no fornecimento, factor determinante para a manutenção de prémios de preço, refere o documento.
Em sentido oposto, demonstra o relatório, a rama Olombendo apresentou um crescimento de 74%, impulsionado pelo aumento dos níveis de produção, traduzindo-se numa maior disponibilidade comercial e maior flexibilidade na colocação de volumes.
Adicionalmente, o início da produção no terminal Agogo, em 2025, resultou numa variação de 100% face ao ano anterior, contribuindo para a diversificação do portefólio de ramas.
O relatório sinaliz appr outro lado que este reposicionamento do portefólio teve implicações directas nos preços e diferenciais obtidos, na medida em que a consistência de fornecimento, a qualidade das ramas e os volumes disponíveis influenciam directamente a atractividade do crude angolano e o seu posicionamento face aos “benchmarks” internacionais, indica o documento.
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