Várias federações de futebol africanas e internacionais manifestaram publicamente a sua profunda decepção em relação às recentes declarações do presidente da UEFA, Aleksander Čeferin, sobre a expansão da Copa do Mundo da FIFA e a classificação de alguns jogos como “desinteressantes”.
Entre as federações signatárias estão as de Cabo Verde, Senegal, Congo, Haiti, Uzbequistão e Curaçao, bem como várias associações africanas em solidariedade, nomeadamente Marrocos, Tunísia, Egito, Gana, Costa do Marfim, Argélia e África do Sul.
No comunicado conjunto, as entidades sublinham que não existe jogo insignificante numa competição como a Copa do Mundo da FIFA, considerando que a presença no torneio representa uma conquista histórica e o resultado de anos de trabalho, sacrifício e investimento por parte de jogadores, treinadores, dirigentes e adeptos.
As federações consideram “profundamente decepcionante” qualquer sugestão de que determinados jogos possam ser menos importantes, defendendo que tal visão ignora o esforço coletivo e o impacto social e emocional da qualificação para o Mundial.
O documento destaca ainda que, por trás de cada seleção nacional, existem comunidades inteiras que encaram o futebol como fonte de orgulho, esperança e unidade, reforçando que o desporto rei pertence à sua universalidade e não a um grupo restrito de dirigentes.
“As federações acreditam que toda nação que se qualifica merece respeito. Cada equipa classificou-se por mérito. Cada jogo conta”, lê-se no comunicado.
As entidades reafirmam ainda que a Copa do Mundo da FIFA continua a ser a maior competição de futebol do mundo precisamente por reunir diferentes culturas, histórias e percursos no futebol internacional, defendendo o seu valor inclusivo e global.
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