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FMI diz que Economia da África Subsariana cresceu 4,5% em 2025 

A Economia dos países da África subsariana apresentou um crescimento na ordem dos 4,5% no ano de 2025, depois de 10 anos a apresentar níveis baixos.

Os dados constam do relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), apresentado nesta quarta-feira 6, em Luanda, pelo chefe da divisão adjunto do departamento africano do Fundo Monetário Internacional, António David, em conferência de Imprensa.

De acordo com o responsável, o desempenho positivo foi impulsionado pelas políticas económicas adequadas, esforços de estabilização, tanto orçamental, quanto monetário desenvolvido pelos países membros da região.

Outro elemento que apontado por António David, como factor determinante para o crescimento das economias dos mais de 40 países, é o ambiente externo, que se mostrou relativamente favorável, em termos de preço de algumas matérias-primas essenciais, como o ouro ou o cobre e a condições de financiamento que estavam mais favoráveis na segunda metade do ano.

António David diz que, em 2025, o crescimento foi realmente elevado pelo ambiente externo favorável e da implementação de boas políticas e reformas importantes estruturais profundas.

Entretanto, reconheceu que no início deste ano um novo choque exógeno atingiu a região, o que acabou ofuscando as expectativas, as perspectivas económicas para a região, que estavam positivas.

“Então, nossas projecções indicam que para este ano o crescimento vai se abrandar em torno da região em torno de 4,3%, uma redução de 0,3 pontos percentuais com relação às projecções anteriores à guerra”, confirmou.

O chefe de divisão adjunto do departamento africano do Fundo Monetário Internacional considera que as autoridades vão ter que encontrar um equilíbrio entre responder a esse choque externo, que está afectando os custos de energia, perturbando o fornecimento de combustível e também os preços dos fertilizantes elevados que podem afectar a produção agrícola.

“Então, vão ter que equilibrar uma resposta de curto prazo a esse choque, com a implementação a médio e longo prazo das reformas e dos esforços para reforçar os quadros de política macroeconômica”, apontou.

De acordo com David, os países exportadores de petróleo, como Angola, devem utilizar receitas extraordinárias ligadas ao aumento do preço do petróleo para reconstituir as margens de manobras.

“Poupar a receita para abater a dívida, reduzir a dívida, reduzir atrasos de pagamentos em alguns países. E, realmente, reconstruir a resiliência das economias. É o momento certo para que os países não sigam uma política fiscal pró-cíclica”,

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