Angola tem estado a desenvolver vários estudos com o objectivo de identificar as possíveis vulnerabilidades e riscos que constituem ameaças de branqueamento de capitais que, de alguma forma, possam perigar o funcionamento do comércio ao longo do Corredor do Lobito.
O especialista da Unidade de Informação Financeira (UIF), Dirivelto Bastos, assegurou que com esta iniciativa se pretende também imprimir maior fiscalização e sistema rigoroso de controlo das transacções financeiras no funcionamento do comércio nesta imponente infra-estrutura da região austral do continente berço da humanidade.
O responsável falava no workshop que marca o início de um Estudo sobre a “Exploração Ilegal e os Riscos de Criminalidade Financeira de Minerais Estratégicos no Corredor do Lobito”, com a participação de especialistas da República Democrática do Congo (RDC) e da República da Zâmbia, enquanto utilizadores do mesmo corredor.
O evento, que termina esta quarta-feira, 20, constitui uma iniciativa da Unidade de Informação Financeira em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), e financiado pelo governo Americano.
Este estudo surge numa altura em que especialistas consideram que o Corredor do Lobito se apresenta como uma porta de entrada fundamental para ligar os recursos estratégicos aos mercados globais, mas pode também servir de oportunidades de riscos de branqueamento de capitais.
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