O Presidente da República do Gana, John Dramani Mahama, anunciou que o Governo não vai financiar viagens em massa de adeptos ganeses para o Mundial de 2026, alegando elevados custos que não podem ser suportados pelo erário público.
A posição foi apresentada durante um encontro com representantes da diáspora ganesa, no qual o Chefe de Estado abordou questões relacionadas com a participação da selecção nacional, os Black Stars, na fase final da competição.
Segundo John Dramani Mahama, o custo estimado para a deslocação de um adepto ao Mundial ronda os 11 mil dólares norte-americanos, valor que inclui viagens, alojamento, alimentação e bilhetes para os jogos.
Perante este cenário, o Presidente sublinhou que o Executivo não prevê disponibilizar fundos públicos para apoiar deslocações em larga escala de adeptos para os países organizadores da prova, tendo em conta o impacto financeiro que tal medida representaria para o orçamento do Estado.
Apesar da decisão, o Governo ganês estuda alternativas de apoio, sobretudo para cidadãos da diáspora que pretendam acompanhar a selecção nacional durante a competição. Entre as medidas em análise está a possível facilitação de acesso a bilhetes para jogos dos Black Stars.
A questão tem gerado debate no país, com diferentes sectores da sociedade a discutirem o papel do Estado no apoio à presença de adeptos em grandes competições internacionais.
O Mundial de 2026 será disputado entre 11 de Junho e 19 de Julho, nos Estados Unidos da América, Canadá e México, reunindo as principais selecções de futebol do mundo.
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