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Governo prevê medidas de contenção e apoio face aos impactos da crise no Médio Oriente e calamidades internas

O Governo angolano admite que a actual crise no Médio Oriente poderá ter efeitos prolongados sobre a economia nacional e já delineia um conjunto de medidas para mitigar os impactos sobre as famílias e o tecido empresarial.

A posição foi apresentada pelo Ministro de Estado para a Coordenação Económica, que destacou a necessidade de prudência na gestão das finanças públicas, apesar do aumento das receitas petrolíferas.

Segundo o governante, o Executivo trabalha com uma previsão média de 80 dólares por barril de petróleo até ao final do ano, acima dos 61 dólares inscritos no Orçamento Geral do Estado de 2026. Este cenário poderá gerar receitas adicionais, mas o Governo garante que não haverá aumento da despesa pública.

A estratégia passa por manter o rigor orçamental, reduzir o défice e diminuir a necessidade de endividamento, em linha com recomendações de instituições como o Fundo Monetário Internacional, que defendem prudência fiscal em contextos de volatilidade externa.

Entretanto, parte das receitas adicionais deverá ser absorvida pelos subsídios aos combustíveis, tendo em conta que Angola continua dependente da importação de produtos refinados.

No plano internacional, o Executivo manifesta preocupação com a disrupção das cadeias logísticas, agravada pelo conflito no Médio Oriente. O aumento dos custos de transporte e seguros, que em alguns casos ultrapassa os 200%, deverá refletir-se no preço final dos produtos importados.

A situação é particularmente crítica no sector agrícola, com o preço dos fertilizantes a registar subidas superiores a 50%, o que pode comprometer os esforços do país em garantir a segurança alimentar. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura tem alertado para o impacto destes choques na produção agrícola e nos preços dos alimentos.

Além dos efeitos externos, o Governo acompanha também as consequências das calamidades naturais registadas em várias regiões do país, com destaque para Benguela, e anunciou medidas de alívio dirigidas às populações afetadas e às empresas.

No domínio energético, as autoridades reconhecem riscos acrescidos no abastecimento de combustíveis, face a possíveis restrições no mercado internacional de refinados.

Perante este cenário, o Executivo reafirma o compromisso com a estabilidade macroeconómica, proteção social e apoio à produção interna, ao mesmo tempo que reforça a necessidade de acelerar a diversificação da economia nacional, uma recomendação reiterada por organismos como o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

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