O Banco Nacional de Angola definiu uma meta de inflação de 11,5% e defendeu maior investimento do sector económico como forma de estimular o crescimento do país e consolidar a estabilidade macroeconómica.
O assunto foi analisado pelo economista José Lumbo, que considera normal que o banco central estabeleça metas para orientar a política monetária e controlar a inflação.
Segundo o especialista, desde o início do ano tem sido visível o esforço do banco central na redução gradual da inflação, lembrando que o governador da instituição já havia manifestado a intenção de alcançar uma inflação de um dígito até ao final do ano.
José Lumbo afirmou que a trajectória da inflação tem sido desaceleradora, mas alertou que os efeitos dessas medidas precisam de ser sentidas pela população.
“É importante que essa meta desenhada, agora de 11,5%, seja de facto reflectida na vida das pessoas, porque elas precisam sentir o impacto da desaceleração da inflação”, referiu.
O economista salientou, contudo, que a melhoria ainda não é claramente perceptível no quotidiano da população e defendeu maior atenção ao impacto real das políticas económicas.
Durante a 129.ª reunião do Comité de Política Monetária do BNA, foi anunciada a redução da taxa básica de juro de 17,5% para 17%. Para José Lumbo, a decisão representa uma política monetária expansionista, com o objectivo de incentivar o investimento e facilitar o acesso ao crédito.
“O banco central quer promover investimento e quer promover crédito”, explicou o economista, acrescentando que os cidadãos precisam começar a sentir os efeitos concretos das medidas macroeconómicas adoptadas pelo Executivo.
José Lumbo defendeu ainda que o Governo angolano, através do banco central, do Instituto Nacional de Estatística(INE) e de outros órgãos, deve realizar estudos mais aprofundados para avaliar o impacto das políticas públicas na vida da população.
“O que interessa é perceber até que ponto as medidas económicas estão realmente a melhorar as condições de vida das pessoas”, concluiu.
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