A falta de investimento em infra-estruturas e desenvolvimento do capital humano continuam a influenciar negativamente o crescimento do turismo no Distrito Municipal KaNyaka, cidade de Maputo.
Operadores destacam que os sectores público-privado têm investido pouco na formação das comunidades locais, o que compromete também a qualidade dos serviços prestados.
A situação é ainda agravada pela escassez de unidades de alojamento. Conforme indicam, desde o encerramento do antigo Hotel Inhaca, gerido pelo Grupo Pestana, actualmente em ruínas, a ilha não tem empreendimentos de grande dimensão, facto que reduz significativamente a capacidade de acolhimento de turistas.
Segundo Ângelo Arlindo Manguele, presidente da Associação de Operadores Turísticos de KaNyaka (AOTUKA), apesar de o turismo na ilha encontrar-se em fase de desenvolvimento, há ainda áreas com grande potencial para empreendimentos que permanecem subaproveitadas ou ocupadas de forma inadequada.
Estima-se que apenas cerca de 30 por cento das potencialidades turísticas de KaNyaka estejam actualmente a ser exploradas “Não temos infra-estruturas comparáveis a outros grandes destinos, como Zanzibar. Até o transporte entre o continente e a ilha ainda é um desafio”, lamentou Manguele, sublinhando a necessidade de investimentos que respeitem o equilíbrio ambiental da região. Outro problema identificado é a fuga de mão-de-obra qualificada.
De acordo com Manguele, muitos dos jovens que recebem formação em turismo na cidade de Maputo acabam por não regressar à ilha, optando por melhores oportunidades na capital. Leia mais…
O conteúdo KANYAKA: Infra-estruturas limitam crescimento do turismo aparece primeiro em Jornal Domingo | Compromisso com os factos.















Deixe um comentário