O presidente da Federação de Futebol da Guiné-Bissau, Carlos Alberto Mendes Teixeira, foi alvo, esta quarta-feira, 13, de medidas de coacção, incluindo a obrigação de permanência no país e a entrega do passaporte ao Ministério Público no prazo de 24 horas.
A medida surge na sequência da audição realizada Ministério Público, através do Gabinete de Luta Contra a Corrupção e Delitos Económicos, no âmbito da investigação relacionada com o processo de afretamento de um voo para a selecção de futebol.
Segundo a imprensa local, o dirigente máximo da federação deverá ainda depositar um montante considerado avultado numa conta do Ministério Público, como garantia da sua permanência no país.
O advogado Rivaldo Cá afirmou à saída da audição que o acto teve apenas como objetivo a prestação de declarações, sublinhando que não há novidades no processo. Segundo o advogado, cabe agora ao Ministério Público decidir os próximos passos sobre uma acusação formal.
Rivaldo Cá afirmou questionado sobre a aplicação de medidas de coacção, que o presidente da federação “está normal, forte e estável”, enquanto aguarda os próximos trâmites processuais.
“Não existe ainda nenhuma acusação, tecnicamente falando, mas ele está bem, como é natural, aguardando os trâmites processuais para melhor entendimento do caso mas sobre a medida não sei”, assegurou Rivaldo Cá.
Esta audição surge após a reabertura do processo, inicialmente arquivado, mas retomado pelo Ministério Público com base em novos elementos que poderão sustentar suspeitas de corrupção na instituição gestora do futebol guineense.
Tudo isso acontece numa altura em que também foram ouvidos nos últimos dias, outros dirigentes ligados ao processo, com destaque para Celestino Gonçalves.
O conteúdo Ministério Público bissau-guinnense impõe medida de coacção ao presidente da federação de futebol aparece primeiro em Correio da Kianda – Notícias de Angola.














Deixe um comentário