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Peso das medidas do FMI e Banco Mundial leva centenas de cidadãos em protestos em Luanda

O elevado custo de vida por razões das medidas do Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial, com maior realce para a retirada dos subsídios aos combustíveis, levou  neste sábado,  centenas de cidadãos em manifestação, para exigir das autoridades,  revelar o preço das propinas nas instituições publico-privadas e, outros sectores da vida.

A manifestação deste sábado, foi convocada pelas associações estudantis, EUPA, MEA e UESA, depois da fracassada tentativa de negociar com os representantes dos ministérios da Educação, Ensino superior e Finanças.

A manifestação deste sábado decorre em simultâneo nas províncias de Luanda, Uíge, Moxico, Cabinda, Benguela, Huíla, Cuanza-Sul, Huambo, Namibe, Lunda-Sul, Namibe e Malanje.

Francisco Teixeira, afirmou que a tentativa de negociação com os ministérios de tutela,  que visava discutir o actual modelo de reajuste automático dos valores praticados com base na inflação,  tem resultado em efeitos socialmente regressivos, restringindo o acesso à educação para milhares de famílias angolanas.

Falando à Rádio Correio da Kianda em nome do Movimento de Estudantes Angolanos, Francisco Teixeira, lamentou também a ausência dos representantes dos ministérios da Educação e das Finanças, na última reunião.  Entretanto, o também líder do MEA reitera que a manifestação de sábado será o arranque de muitas outras em todo país.

Sobre o assunto, o jurista David Mendes é de opinião que alguns cidadãos tentam crucificar a polícia, e sublinha  que o país não pode admitir o que aconteceu em Moçambique em nome da paz social.

Já, o político, Alexandre Sebastião, pensa que o estado tem de criar condições para educação e oportunidade de bem-estar para a juventude, com vista a evitar o privado a tomar conta da educação, embora reconheça esforço do executivo.

Por seu turno, o cientista político, Eurico Gonçalves fala dos custos de manifestações ininterrupta, por isso defende o equilíbrio entre o direito e o dever social.

Com esta acção, a União de Estudantes do Ensino Superior de Angola (UEESA), o Movimento de Estudantes Angolanos (MEA) e a Associação dos Estudantes das Universidades Privadas de Angola (AEUPA), disseram querer “reafirmar o papel do Estado como garante do interesse público e da justiça social”.

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