O petróleo acumulou uma alta de 45% desde o início da guerra no Médio Oriente. O economista brasileiro, Fernando Macagal, disse que a economia global vai ressentir este aumento, mesmo que a guerra terminasse instantaneamente.
O encarecimento do preço do produto deve-se às constantes restrições no tráfego marítimo do Estreito de Ormuz, responsável por 20% do petróleo mundial.
“Obviamente que este aumento será sentido nos nossos bolsos, esmo que a guerra terminasse instantaneamente”, disse.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve conversações com empresas do sector petrolífero sobre a possibilidade de prolongar o bloqueio aos portos iranianos por vários meses.
Ao mesmo tempo, o chefe de Estado norte-americano instou Teerão a “agir rapidamente” para alcançar um acordo.
Segundo um alto funcionário da Casa Branca, Trump reuniu-se na terça-feira com executivos da indústria petrolífera para discutir formas de mitigar o impacto de um eventual bloqueio prolongado, num contexto de impasse nas negociações para resolver o conflito com o Irã.
A crise levou Washington a tentar restringir as exportações de petróleo iraniano por meio de um bloqueio naval, com o objetivo de forçar Teerã a reabrir o Estreito de Ormuz à navegação internacional.
Enquanto Estados Unidos e Irão trocam ameaças públicas, o Paquistão, que atua como mediador, procura evitar uma escalada do conflito. Segundo uma fonte paquistanesa citada pela Reuters, ambas as partes continuam a trocar mensagens sobre um possível entendimento.
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