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Pirataria continua a drenar riqueza e travar progresso das indústrias criativas em Angola

A directora de Assuntos Corporativos da DStv Angola, Estefânia Sousa, revelou nesta terça-feira, 21, que o país perde anualmente cerca de três milhões de dólares devido à pirataria audiovisual, valor que representa impostos e taxas que deixam de entrar para os cofres do Estado.

A informação foi avançada durante mais uma acção de formação sobre pirataria dirigida a jornalistas de diferentes órgãos de Luanda, promovida pela Parceiro Anti Pirataria (PAP).

Segundo a responsável, os prejuízos vão muito além das perdas financeiras directas, afectando o crescimento das indústrias criativas, a geração de emprego jovem e a profissionalização no sector audiovisual.

“Pode parecer um valor pequeno, mas com esses três milhões de dólares poderiam ser criados empregos e dinamizadas pequenas indústrias culturais. Tudo o que as operadoras deixam de arrecadar é dinheiro que também não entra para os cofres do Estado”, destacou Estefânia Sousa.

A responsável alertou ainda para um aspecto preocupante: parte do dinheiro gerado pela pirataria é usado para financiar actividades criminosas em várias partes do mundo, incluindo o cibercrime e o terrorismo internacional.

“Muitas pessoas não têm consciência de que, ao consumir conteúdos pirateados, estão a contribuir indiretamente para o financiamento de ações criminosas globais”, sublinhou.

Estefânia reforçou que o combate à pirataria é uma responsabilidade coletiva, envolvendo o Estado, os operadores e toda a sociedade. Reconheceu que há avanços no trabalho do Parceiro Anti Pirataria (PAP), AGT, SIC, INACOM e demais parceiros, mas defendeu maior rigor na criminalização de quem distribui ou consome conteúdos ilícitos.

Durante a sessão, foi ainda relembrado o caso do Mundial de Futebol de 2022, quando uma acção conjunta entre operadoras e autoridades permitiu bloquear dezenas de sites piratas no país.

Segundo a responsável, a DStv Angola e as demais entidades do sector reiteraram o compromisso de continuar a promover campanhas de sensibilização e reforçar as medidas de fiscalização, com vista a reduzir os efeitos da pirataria e proteger o desenvolvimento sustentável das indústrias criativas nacionais.

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