O petróleo continua a ser a principal fonte de entrada de dinheiro na economia angolana, mantendo o seu peso dominante nas exportações e na geração de divisas.
De acordo com as Estatísticas do Comércio Externo do Instituto Nacional de Estatística, o desempenho da balança comercial em maio de 2026 foi fortemente influenciado pela evolução do preço médio do petróleo bruto, principal produto de exportação de Angola.
O relatório indica que o país registou um saldo positivo na balança comercial, resultado diretamente associado ao comportamento do setor petrolífero, que continua a assegurar a maior fatia das receitas externas e, consequentemente, da entrada de moeda estrangeira na economia.
Apesar do aumento simultâneo das importações, as exportações cresceram 21,43% em termos homólogos, refletindo a sustentação proporcionada pelo petróleo no desempenho global do comércio externo. Já as importações subiram 32,29%, evidenciando uma maior pressão da procura interna por bens e serviços estrangeiros.
Ainda assim, especialistas apontam que esta dinâmica confirma a persistente dependência estrutural da economia angolana face ao petróleo, o que torna o país sensível às oscilações do mercado internacional do crude, com impacto direto nas receitas públicas e na disponibilidade de divisas.
Mesmo com os esforços de diversificação económica, o petróleo permanece o principal pilar das exportações e o grande sustentador da liquidez em moeda estrangeira no país.
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