A capital angolana registou no início desta semana uma subida de preços nos produtos da cesta básica como arroz, açúcar, e com destaque para o óleo alimentar que saiu de 2000 para 2500 kwanzas nos mercados informais, com uma alteração na ordem de 25% em comparação ao período anterior.
Apesar da desaceleração da inflação no mês de Junho, as comerciantes justificam a alteração dos preços devido aos custos que vão variando de dia em dia, e semana à semana nos pontos de fornecimento.
As comerciantes explicam que com o actual cenário económico do país, os preços têm subido diariamente.
“Os produtos estão muito caros onde a gente vai facturar. O arroz estamos a comprar o saco a 17 ou até mesmo 20 mil dependente da qualidade. A caixa de óleo está 24 mil, e depende também da qualidade”, disseram.
O Correio da Kianda apurou que o açúcar de 10 pacotes de 1 kg aumentou de 9.100 para 9.989 kwanzas, e a farinha de trigo de 580 para 669 kwanzas.
O Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) registou uma variação homóloga de 10,11% em Junho de 2026, confirmando a continuidade da desaceleração da inflação em Angola. O valor representa uma redução de 0,76 ponto percentual em relação a Maio e de 9,62 pontos percentuais quando comparado com o mesmo período de 2025.
De acordo com a nota de imprensa do Instituto Nacional de Estatística (INE), a classe “Transportes” foi a que registou a maior subida de preços, com uma variação homóloga de 15,40%. Seguem-se “Educação” (13,40%), “Habitação, água, electricidade e combustíveis” (11,14%) e “Alimentação e bebidas não alcoólicas” (10,73%).
Apesar de não apresentar a maior variação, a classe “Alimentação e bebidas não alcoólicas” foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral dos preços, com 6,53 pontos percentuais, o equivalente a 64,58% da inflação registada em Junho. Também tiveram impacto relevante as classes “Transportes” (0,73 ponto percentual), “Bens e serviços diversos” (0,54) e “Saúde” (0,46).
Os dados do INE mostram que a inflação mantém uma trajectória de desaceleração ao longo dos últimos doze meses, embora o aumento dos preços em sectores essenciais, como transportes, alimentação, habitação e educação, continue a pressionar o custo de vida das famílias angolanas.
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