As vendedeiras que exercem actividade na pedonal do Golf 2, no município do Kilamba Kiaxi, afirmaram esta quinta-feira, em unanimidade, que a falta de mercados e de espaços organizados é a principal razão que as leva a permanecer naquele local para o exercício do comércio informal.
Durante a reportagem no local, as comerciantes relataram que enfrentam diariamente várias dificuldades, incluindo a pressão dos fiscais e o risco constante de acidentes, devido à circulação de peões e viaturas nas imediações da pedonal.
Apesar dos constrangimentos, as vendedeiras sublinharam que a actividade representa a principal fonte de rendimento das suas famílias, garantindo a sua sobrevivência.
“Mesmo com os problemas, é daqui que conseguimos tirar o pão de cada dia”, referiu uma das comerciantes entrevistadas.
As mulheres ouvidas apresentam diferentes tempos de permanência no local, variando entre seis meses, um ano, dois anos e três anos, realidade que, segundo afirmam, demonstra a continuidade da prática devido à ausência de alternativas imediatas.
A situação reflecte o cenário do comércio informal em várias zonas de Luanda, onde muitos cidadãos recorrem à venda ambulante como meio de subsistência.
Por outro lado, o director de Desenvolvimento Económico Integrado do município do Kilamba Kiaxi, João dos Santos, informou que a circunscrição dispõe de 17 mercados, sendo 11 públicos e seis privados.
Segundo o responsável, apesar da pressão da venda informal em zonas como Calemba 2, Camama, Golf 2, Teixeira e 17 de Setembro, existem mercados com capacidade para acolher as vendedeiras.
João dos Santos acrescentou ainda que a administração municipal está a reforçar as acções de sensibilização para a transferência das comerciantes para espaços formais, destacando que o município dispõe actualmente de 4.620 bancadas vazias.
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