A investigação e a criminalização do branqueamento de capitais continuam a comprometer a saída de Angola da lista cinzenta do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), apesar de o país já ter resolvido algumas das 40 recomendações identificadas pela organização.
Jocelino Malulu, da Unidade de Informação Financeira, disse que não foram aplicadas medidas gravosas a Angola, apesar das fragilidades existentes no sistema de prevenção e combate ao branqueamento de capitais.
“No cômputo das 40 recomendações, existem 6 que são estratégicas, e que desde o relatório da avaliação mútua adoptada em 2023, o país tinha deficiências na maior parte delas, mas estamos a supera-las”, assegurou.
Segundo economistas, o cumprimento dessas exigências permite que Angola se apresente internacionalmente como um país comprometido com a transparência e a integridade financeira, factores que fortalecem a confiança dos investidores e favorecem a captação de investimentos e a consequente geração de emprego.
Referir que o branqueamento de capitais é um processo que visa a ocultação de bens, capitais ou produtos com a finalidade de dar uma aparência de legitimidade, dissimulando a origem criminosa desses activos. Este processo envolve a introdução de proventos ilícitos no circuito económico, transformando-os em capitais reutilizáveis legalmente.
O branqueamento de capitais é frequentemente associado a atividades criminosas, como tráfico de drogas e corrupção, e busca afastar os fundos das atividades que lhes deram origem.
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