O Instituto Nacional de Estatística (INE), revela que Angola registou mais de 2,59 milhões de desempregados no primeiro trimestre de 2026, período em que a taxa de desemprego subiu para 21,3%.
Segundo dados do Inquérito sobre o Emprego em Angola (IEA), o número de desempregados aumentou 15,5% em relação ao quarto trimestre de 2025, passando de 2,24 milhões para 2,59 milhões de pessoas, ao passo que a taxa de desemprego cresceu 1,1 ponto percentual, saindo de 20,2% para 21,3%.
Os dados revelam que o desemprego continua elevado entre os jovens dos 15 aos 24 anos, com uma taxa de 40,7%, quase o dobro da média nacional.
Na prática significa que quatro em cada dez jovens nessa faixa etária estavam desempregados no primeiro trimestre deste ano. Entre as mulheres, a taxa de desemprego fixou-se nos 23,4%, acima dos 19,3% registados entre os homens.
Apesar da subida do desemprego, o número de pessoas empregadas no País também registou crescimento. Segundo o IEA, a população empregada aumentou 7,7%, passando de 8,87 milhões no último trimestre de 2025 para 9,56 milhões nos primeiros três meses deste ano. Ou seja, entre Janeiro e Março de 2026, foram criados 686.090 postos de trabalho.
Segundo o levantamento do INE, o sector informal continua a dominar o mercado de trabalho angolano. Segundo o inquérito, cerca de 7,57 milhões de trabalhadores (79,3%) estavam no sector informal, o que traduzindo significa que, no país, cerca de oito em cada dez pessoas empregadas exercem a actividade na informalidade, sem qualquer vínculo laboral ou protecção social.
Tudo isso acontece numa altura em que economistas e especialistas em gestão e administração pública, asseguram que o desemprego que evolui em muitos casos para o excesso de informalidade no mercado angolano resulta da falha das políticas públicas voltadas à economia.
O conteúdo Angola regista quase 2,6 milhões de desempregados no 1º trimestre de 2026 aparece primeiro em Correio da Kianda – Notícias de Angola.















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