O economista José Lumbo defendeu que os investimentos do Executivo angolano no fortalecimento da indústria alimentar nacional devem traduzir-se em benefícios concretos para a população, sob pena de perderem o seu verdadeiro impacto social.
As declarações feitas recentemente à Rádio Correio da Kianda, surgem numa altura em que o Governo reforça a aposta na produção nacional de frangos e ovos, como parte da estratégia de redução gradual das importações alimentares.
Segundo José Lumbo, o crescimento da produção interna e os investimentos no sector avícola só terão real significado se contribuírem para melhorar o quotidiano dos cidadãos, através da redução dos preços dos produtos, aumento do acesso aos alimentos e melhoria das condições de vida das famílias.
“Todo esforço deve reflectir-se no dia a dia do cidadão, senão é em vão”, afirmou o economista.
A posição surge numa altura em que o Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, efectuou visita à província do Icolo e Bengo, onde avaliou o desempenho do sector avícola nacional.
Durante a deslocação, o governante destacou o papel da única unidade nacional com capacidade genética para produção de matrizes avícolas, reduzindo a dependência do país em relação às importações.
Para o Executivo, o sector avícola representa uma área estratégica para reforçar a soberania alimentar, impulsionar a produção nacional e promover a diversificação da economia.
Entretanto, especialistas defendem que os ganhos da produção nacional devem ser acompanhados por políticas capazes de garantir impacto directo no poder de compra e no bem-estar da população.
O conteúdo “Produção alimentar só faz sentido se melhorar vida dos cidadãos”, diz economista aparece primeiro em Correio da Kianda – Notícias de Angola.















Deixe um comentário