O Executivo angolano pretende aumentar o número de cidadãos integrados no sistema bancário formal, com a meta de permitir que cerca de oito milhões de angolanos tenham uma conta bancária até 2027.
A informação foi avançada pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, durante a sessão de abertura oficial da 15.ª Reunião da Iniciativa Africana de Política de Inclusão Financeira (AfPI), que decorre em Luanda.
Segundo o governante, a taxa de bancarização em Angola situa-se actualmente em 32% da população, correspondendo a aproximadamente 5,7 milhões de cidadãos com acesso ao sistema bancário.
José de Lima Massano destacou igualmente que a taxa de inclusão financeira atingiu 51,7% no primeiro trimestre de 2026, aproximando-se da meta de 65% definida pelo Executivo para 2027.
O aumento do acesso aos serviços financeiros faz parte da estratégia do Governo para facilitar a participação dos cidadãos na economia formal, melhorar o acesso a meios de pagamento e ampliar as oportunidades de poupança, crédito e investimento.
A reunião da AfPI, que junta representantes de bancos centrais, especialistas africanos e parceiros internacionais, está a analisar experiências e soluções para acelerar a inclusão financeira no continente, com destaque para a inovação tecnológica e a expansão dos serviços financeiros digitais.
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