O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, reconheceu esta quinta-feira que a indústria marítima angolana continua aquém do seu potencial, devido, entre outros factores, à forte dependência da importação de equipamentos utilizados no sector.
Ao intervir na abertura da Conferência Nacional sobre o Trabalho Marítimo em Angola, que decorre de 25 a 27 de Junho, na província do Namibe, o governante afirmou que a importação da maioria dos equipamentos limita a geração de valor interno, a criação de empregos e a capacidade de inovação nacional.
“Importa reconhecer que a indústria marítima nacional continua aquém do potencial. Grande parte dos equipamentos utilizados no sector continua a ser importada, limitando a geração de valor interno, a geração de emprego e a capacidade de inovação nacional”, afirmou.
José de Lima Massano considerou esta realidade um desafio nacional que exige compromisso de todos os intervenientes, defendendo o reforço da certificação profissional, o estímulo à investigação científica e a criação de condições para aumentar a produção de riqueza no país.
“Precisamos de construir uma verdadeira indústria marítima nacional, capaz de contribuir de forma crescente para a criação de riqueza, emprego e prosperidade”, sublinhou.
A Conferência Nacional sobre o Trabalho Marítimo em Angola realiza-se em alusão ao Dia Internacional do Marinheiro e decorre sob o lema “Trabalho Marítimo em Angola: Reflexões, Desafios e Perspectivas”.
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