O Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) registou uma variação homóloga de 10,11% em Junho de 2026, confirmando a continuidade da desaceleração da inflação em Angola. O valor representa uma redução de 0,76 ponto percentual em relação a Maio e de 9,62 pontos percentuais quando comparado com o mesmo período de 2025.
De acordo com a nota de imprensa do Instituto Nacional de Estatística (INE), a classe “Transportes” foi a que registou a maior subida de preços, com uma variação homóloga de 15,40%. Seguem-se “Educação” (13,40%), “Habitação, água, electricidade e combustíveis” (11,14%) e “Alimentação e bebidas não alcoólicas” (10,73%).
Apesar de não apresentar a maior variação, a classe “Alimentação e bebidas não alcoólicas” foi a que mais contribuiu para o aumento do nível geral dos preços, com 6,53 pontos percentuais, o equivalente a 64,58% da inflação registada em Junho. Também tiveram impacto relevante as classes “Transportes” (0,73 ponto percentual), “Bens e serviços diversos” (0,54) e “Saúde” (0,46).
Ao nível provincial, Cabinda registou a maior inflação homóloga do país, com 15,22%, seguida de Malanje (12,93%) e Moxico (11,66%). Em sentido contrário, Huambo apresentou a menor variação de preços, com 7,53%, seguido da Lunda Norte (7,65%) e Cunene (7,75%).
Os dados do INE mostram que a inflação mantém uma trajectória de desaceleração ao longo dos últimos doze meses, embora o aumento dos preços em sectores essenciais, como transportes, alimentação, habitação e educação, continue a pressionar o custo de vida das famílias angolanas.
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